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CARTA DE DEUS – A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO (PARTE I)

Por Unknown | 0 comentários
31 de agosto de 2015
“Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (2 Cor 3:2).

Certa vez ouvi de um famoso Rabino judeu que, mais do que um mensageiro de Deus, ele procurava ser a carta de Deus nesta terra. Achei interessante tal afirmação, pois creio que essa pessoa nunca teve oportunidade de ler (por ser religioso da lei) o que disse o apóstolo Paulo no NT escreveu aos Coríntios em sua segunda carta aos Coríntios. E o apóstolo fala exatamente isto, ser a carta de Deus aqui na Terra.
Muitos cristãos não entendem que, mais do que falar de Jesus, é necessário viver Jesus. Diz a palavra de Deus:
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele” (Cl 2:6).
“Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo 2:6).
Mais do que falar do evangelho, é imprescindível que vivamos o evangelho da Graça.

As Sagradas Escrituras nos mostram que, mais do que mensageiros de Deus, precisamos ser a carta viva de Deus para os homens. Através disso, é necessário ressaltar a todo crente a importância do testemunho cristão. Em muitas passagens o Senhor nos mostra o quanto é necessário que sejamos testemunho.
Testemunho é a declaração de uma testemunha e também é um ensino divino dado por Deus. Da mesma forma que o testemunho é declaração de alguém que viu e ouviu, ou seja, a experiência relatada de alguém ou algo, somos, em Cristo, como uma carta de Deus para este mundo, escrita pelo Espírito de Deus.
O apóstolo Paulo declara:
“Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração” (2 Cor 3:3).

Paulo estava dizendo que a maior carta de recomendação de um crente é o seu testemunho cristão. Existem muitas igrejas que usam uma carta de recomendação para receber a nova membresia. Porém, o que muitas cartas de recomendação talvez não possuam é a veracidade dos fatos de uma pessoa, assemelhando-se assim a muitos desses currículos adulterados que as empresas recebem.
O apóstolo Paulo dizia que ele não mercadejava a palavra de Deus, ou seja, falsificava, como muitos “mestres” da lei o faziam. Ele dizia que em Cristo é que ele falava, na Sua presença, com sinceridade e com devida propriedade. (2 Cor 2:17)
Há muitas pessoas que falam de Cristo, mas não com sinceridade, pois falsificavam a palavra de Deus. Aliás, a origem da palavra grega para mercadejar é καπηλεύοντες = kapeléuo(gr), que denota adulteração. Muitos caixeiros viajantes misturavam água com vinho para enganar seus fregueses e clientes. Essa palavra também significa corromper. Paulo dizia que havia muitos desordenados (insubordinados), faladores vãos e enganadores que ensinavam por torpe ganância (Tt 1:10-11).
Há muitos no meio cristão que não se importam em ser testemunho de Cristo, em ser carta de Deus, pois sua vida se resume ao marketing pessoal que faz de si mesmo, na sua própria glória. Não importa para eles se o testemunho cristão que vivem está fora dos padrões bíblicos, o importante é “servir a Deus”. Porém o que muitos não conseguem enxergar, no coração cauterizado pela ganância, é o que o Deus que servem é Mamom. Como diz Paulo: …, “cujo deus é próprio ventre, a sua glória é para confusão deles mesmos e o fim deles é a perdição” (Fp 3:19). Eles só pensam nas coisas terrenas.
E isso falo tanto de líderes como crentes em geral.

Como podemos identificar quem tem um bom testemunho cristão e é carta de Deus?
Na segunda parte deste estudo, mostraremos, pela Palavra de Deus, alguns princípios para o bom testemunho cristão, porém podemos adiantar que todo aquele que fala com sua vida (pensar e agir), que vive de acordo com os princípios bíblicos de justiça e retidão, que ama sem fingimento o seu irmão e que, acima de tudo, produz bons frutos (vistos tantos pelos próprios irmãos como pelos não crentes), esse pode ser considerado um bom testemunho cristão.

Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados. Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra. (Tt 1;15-16).
(Anderson Cassio Oliveira - Gospel+)
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JÓ, O SOFREDOR RESIGNADO

Por Unknown | 0 comentários
29 de agosto de 2015

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28a).

Devemos nos manter fiéis às provações a que somos submetidos, pois conduzem-nos a bênçãos mais profundas.

A história de Jó é uma das mais comoventes da Bíblia. Nela descobrimos a origem e a finalidade dos sofrimentos. Ela nos revela o caráter e os objetivos do adversário do ser humano, Satanás; porém, em contrapartida, também revela um Deus soberano, Todo-Poderoso, e que, no seu propósito para nossas vidas, além de não permitir que a provação vá além do que possamos suportar (1 Co 10.13), sempre propicia um final feliz para os que são fiéis na tribulação (Dt 8.16; Tg 1.12). A história de Jó tem sido motivo de consolação para os que sofrem. Não se trata de um mito, e sim de um fato real que serviu de referência para outros autores bíblicos, como Ezequiel (Ez 14.14,20) e Tiago (Tg 5.10,11). Estes acontecimentos se deram em Uz (Jó 1.1), que alguns localizam a leste de Edom (Gn 10.23, 36.28; Jr 25.20; Lm 4.21), provavelmente a Noroeste da Arábia.
O próprio Deus testemunhou a Satanás do caráter de Jó (Jó 1.8). O importante na vida do ser humano não é o que os outros dizem dele, e sim o que o Senhor fala a seu respeito. A respeito de Jó, o Todo-Poderoso disse que ele era:
1)  Sincero - “Aquele que se exprime sem artifício, sem intenção de enganar, de disfarçar seu procedimento”. Foi e é a primeira coisa que Deus observa na existência do homem.
2)  Reto - “Íntegro, imparcial, conforme a justiça”.
3)  Temente - Não é ter medo de Deus, e sem receio de pecar contra Ele. É pensar antes de agir.
4)  Vigilante/Pacífico - “Afastava-se do mal” (v. 8). Desviava-se do mal, era pacífico.
5)  Cuidadoso com a família (vv. 4,5) - Como pai, exercia um verdadeiro sacerdócio sobre a sua casa, intercedendo por todos os familiares pelas madrugadas. Que exemplo notável para os chefes de família!
6) Desprendido (v. 3) - Não obstante ser um homem riquíssimo, seu coração não estava preso estas coisas. As riquezas não são impedimentos para se servir ao Senhor, e sim o amor a elas (1 Tm 6.10).
O acusador de Jó era Satanás, um ser maligno com todas as características de uma pessoa. É um querubim expulso do Céu (Ez 28.16). Seu serviço é acusar. Ele ainda conserva um relativo acesso a Deus, para nos denunciar. É chamado de Acusador (Ap 12.10). Sua atuação é “rodear a terra” (Jó 1.7). Ele é chamado de príncipe deste mundo (Jo 12.31, 14.30, 16.11). Satanás não pode tocar na vida do crente, a não ser com a permissão de Deus (Jó 1.12, 2.6; 1 Jo 5.18). Em sua soberania, o Senhor permitiu que Jó fosse provado, para mostrar a Satanás que o homem, o qual confia no seu Criador, pode perder todas as coisas aqui na Terra, mas jamais deixa de confiar em Deus (2 Tm 4.7).
Após a permissão de Deus, começa a provação de Jó. Satanás entrou em ação e, de um momento para outro, Jó perdeu toda a sua riqueza (Jó 1.12-17). Nem bem havia descansado das informações da perda dos bens materiais, logo chegou a péssima notícia da morte de todos os seus filhos (vv. 18,19). O Senhor permitiu a Satanás tocar no corpo do seu servo, à exceção da sua vida (v. 6). Jó já havia perdido tudo. Somente lhe responde a esposa, e esta, em vez de compartilhar com ele a perda de tudo, e ser solidária em sua doença, o incentivou a amaldiçoar Deus e morrer (vv. 9,10). Diante de terrível situação em que ele se encontrava, tanto os parentes como os amigos afastaram-se dele (Jó 17.6, 19.13-19, 30.9-12). Demonstrou uma comovente submissão ao sofrimento, embora desconhecesse os motivos (Jó 1.22, 2.10, 19.25,26). A principal lição do sofrimento de Jó é que nunca somos provados além do que podemos suportar (1 Co 10.13), e tudo concorre para o nosso bem (Rm 8.28).
Enfim, Deus mudou o cativeiro de Jó. Ele repreendeu a seus amigos (Jó 42.7-17), que diziam que o amigo estava naquela situação porque pecara contra o Senhor. Então Jó pediu o testemunho de Deus sobre sua inocência (Jó 13.22-24, 31.6,7). Ele disse que solicitassem a oração de Jó (Jó 42.8,9), o que ele fez, provando não ter algum ressentimento contra eles, e o Senhor ouviu a petição de seu servo. Quando ele orava pelos seus amigos, Deus repreendeu a sua enfermidade (v. 10). É o Senhor quem nos dá saúde (Mt 8.7; At 9.34; 3 Jo 2), pois dele vem toda boa dádiva (Tg 1.17). Ele lhe deu em dobro tudo quanto dantes possuía (Jó 42.10-12). Deu-lhe outros sete filhos e três filhas, as mais formosas que havia na Terra (Jó 42.13-15), e restabeleceu seus amigos e parentes (v. 11).
Nada do que acontece em nossa vida é obra do acaso ou coincidência. O Senhor é quem nos dirige, de modo que, muitas vezes, não entendemos o porquê das coisas em nossa existência. Mas, mesmo assim, devemos confiar em Deus. “Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam” (Sl 9.10).

Trechos extraídos da Lição 13 da revista “Aprendendo com os erros e acertos dos servos de Deus” - 2º Trimestre de 1996

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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MARDOQUEU, O PROTETOR DOS JUDEUS

Por Unknown | 0 comentários
28 de agosto de 2015

“O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem” (Hb 13.6).

A fé em Deus resulta em recebermos sua proteção em todas as circunstâncias de nossa vida.

O livro de Ester é o único da Bíblia onde não aparece a palavra de Deus; entretanto, o que se pode observar, de um modo nítido, é a mão do Senhor operando secreta e poderosamente na condução de todas as coisas, e de uma maneira específica na salvação dos judeus, e livrando-os das artimanhas preparadas pelos seus aniversários.
Embora um grande contingente do povo de Deus já houvesse regressado para a Palestina (Ed 1.11, 2.2), muitos judeus ainda estavam espalhados por todo o Império Persa. Eles viviam em terra estranha. Porém, mantinham suas convicções bíblicas, tendo leis diferentes das dos demais povos (Et 3.8). A Igreja, como aqueles judeus, também possui uma doutrina (Rm 7.17, 16.17; Tt 2.10) e costumes diferentes (1 Co 6.2, 10.31,32; Ef 2.10; 1 Tm 2.9,10).
Tudo corria normalmente para os judeus, até que Hamã traçou um plano para eliminá-los. O autor foi deste projeto Hamã (Et 3.1,10, 8.3,5, 9.24), o qual ocupava a posição de líder. Todos deveriam prostrar-se diante dele (Et 3.2). Hamã odiava Mardoqueu e os judeus. Detestava o primo de Ester, por ele não ter se prostrado diante dele (vv. 2,5, cp. 5.9); por isso, mandou preparar uma forca para matá-lo (Et 5.13,14). Seu plano era acabar com todos os judeus (Et 3.6). Para tanto, trabalhou às ocultas para concretizá-lo (vv. 5-10), como o Diabo, que também se empenha para destruir o povo de Deus (Mt 13.25; 2 Pe 2.1). Com muita habilidade e astúcia diabólicas, Hamã conseguiu que o rei assinasse o decreto da matança de todos os judeus (Et 3.8-14). O Diabo estava por detrás de todo esse plano. Se todos os descendentes de Judá fossem mortos, como se cumpririam as Escrituras, que diziam vir o Messias deste povo?
Mardoqueu era judeu (v. 4) e primo de Ester, que havia sido escolhida pelo rei Assuero para substituir a rainha Vasti (Et 2.8,9,15,18). Ele era prudente (vv. 10,20), abnegado (v. 7), fiel a Deus (Et 3.2) e ao rei (vv. 2,3), cuidadoso (Et 2.11), etc. Intercedeu pelo povo Judeu em duas ocasiões distintas:
1)  Diante de Ester (Et 4.1-16) - Quando soube da assinatura do decreto, Mardoqueu ficou transtornado com a notícia. Vestiu-se de saco e cinza, como sinal de indignação, e ficou na porta do palácio; comunicou-se com Ester, através de um portador, informando-lhe a respeito do decreto, e solicitou dela a intercessão junto ao rei, para a anulação da sentença.
2) Diante de Assuero - Diante da intercessão de Ester, que tinha Mardoqueu como o mentor da libertação, o rei Assuero os incumbiu de redigirem um novo decreto que concedesse aos judeus o direito de se defenderem no dia estipulado para a matança, cujo texto ele selaria com o seu anel.
Mardoqueu, então, foi honrado. Sua exaltação começou quando o rei descobriu que ele tinha sido o delator da conspiração que visava mata-lo. O monarca determinou que ele fosse honrado publicamente (Et 6.1-12). O monarca o engrandeceu, constituindo-o como segundo no reino (Et 10.2,3). Em toda a participação de Mardoqueu para libertar os judeus, encontramos uma figura clara do Senhor Jesus, que veio para ser o libertador da humanidade (Lc 4.18,19; Jo 8.31), e era judeu, como ele (Jo 4.22); como Mardoqueu não se curvou ante Hamã, assim também Cristo não se prostrou ante as propostas de Satanás (Mt 4.9.10; Lc 10.18,19; Cl 3.14,15); como Mardoqueu foi honrado pelo rei, assim Cristo foi também festejado pelo Pai, quando subiu ao Céu (Ef 4.10), recebendo uma roupagem celestial de glória (Ap 1.13-16), tornando-se grande (Hb 10.22), assentando-se no trono ao lado do Todo-poderoso (Ap 3.21), recebendo um nome que é sobre todos os nomes (Fp 2.6-8), estabelecendo uma ordenança em comemoração à sua vitória, a Ceia do Senhor (1 Co 11.23-26), e tornando-se nosso protetor (Hb 13.5).
Devemos pautar nossas vidas pelos preceitos divinos, sabendo que não estamos desamparados, como órfãos, pois temos um intercessor no Céu, que intercede sempre por nós (Hb 7.25), e nos concede as armas, para enfrentarmos e vencermos as astutas ciladas do Diabo (Ef 6.10-18).

Trechos extraídos da Lição 12 da revista “Aprendendo com os erros e acertos dos servos de Deus” - 2º Trimestre de 1996


(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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ABIGAIL, A MULHER PRUDENTE

Por Unknown | 0 comentários
27 de agosto de 2015

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios” (Ef .15).

A prudência é a ciência dos justos, que os livra de situações adversas e os conduz a grandes vitórias.

Samuel havia falecido (1 Sm 25.1), e Saul, o rei, fora rejeitado pelo Senhor (1 Sm 13.14). Davi, que havia sido escolhido por Deus para substituí-lo (1 Sm 16.1,12,13), estava sendo perseguido por este, que queria matá-lo (1 Sm 19.10, 23.14), pois sabia que aquele jovem belemita seria seu sucessor no trono (1 Sm 24.20). Davi então passou a habitar nas cavernas, nos desertos e montes (1 Sm 22.1, 23.14, 25.1), acompanhado por um grupo de homens que se aliaram a ele (1 Sm 22.1,2, 23.13, 24.3,6). Diante da necessidade de alimentação para si e seus homens, Davi enviou alguns de seus companheiros a Nabal, para solicitar-lhe o mantimento, o que lhe foi negado, levando-o a preparar um ataque contra a casa deste grande fazendeiro.
No lar de Abigail existiam duas naturezas heterogêneas. Abigail significa “meu pai é alegria”. Além de formosa, suas principais virtudes eram: sensatez, prudência, sabedoria, humildade e afetuosidade. Nabal significa “tolo”, “sem juízo”. Ele era um homem de temperamento rijo; avarento, embora muito rico e poderoso; duro de coração e maligno em obras.
A vida de Abigail foi caracterizada pela prudência. Ao receber o aviso de que Davi atacaria sua casa, Abigail ouviu atentamente o portador da triste notícia, não obstante ser ele apenas um de seus servos (1 Sm 25.14-17). Ela era boa ouvinte. Não era uma ouvinte esquecida (Tg 1.22). Passou a tomar urgentemente as providências necessárias. Era uma mulher destemida (vv. 18,23,42). Sua generosidade foi muito grande, em contraste com a avareza e dureza do marido. Nada revelou ao marido, pois ele não compreenderia. Procurou um caminho onde não fosse vista pelos de sua casa, determinando que seus mancebos fossem na frente (vv. 19,20). Esta escolha demonstra sua prudência e sabedoria. Ao encontrar se com Davi, prostrou-se em terra diante dele e lançou-se a seus pés (vv. 23,24). Humilhou-se, chamando-se a si mesma de serva por sete vezes (vv. 24,25,27,28,31,41). Com os humildes está a sabedoria (Pv 11.2). Foi branda, humilde, perseverante, e, com muito respeito ao futuro Rei, procurou ajudar o esposo culpado, sem ocultar a verdade dos fatos (Pv 28.13). Lamentou não ter atendido aos emissários de Davi, por não tê-los visto (1 Sm 25.25). Tomou para si a falha de seu marido, pedindo perdão (v. 28; Ec 7.12). Reconheceu que Davi estava na vontade de Deus e que seria o futuro rei (vv. 26-31). Por esta razão, chamou-o de “meu senhor” por quatorze vezes (vv. 24-31). Ela era uma mulher sintonizada com vontade divina, pois mencionou o nome do Senhor por sete vezes neste episódio (vv. 26,28-31). As palavras de Abigail aplacaram a ira de Davi e o levaram a agradecer a Deus por tê-la enviado ao seu encontro, desviando-o do seu terrível intento (vv. 32-34). Aplacada a ira de Davi, Abigail voltou para o seu lar, onde Nabal, seu esposo, estava totalmente embriagado, em um banquete que ali se realizava. Por isto, ela achou prudente nada lhe revelar do que acontecera. No dia seguinte, quando ele estava sóbrio, revelo-lhe o que se passara, o que deixou seu coração amortecido e como que petrificado (vv. 36,37). Ela esperou o momento propício para dar a notícia.
Podemos ver a prudência de Abigail recompensada nas seguintes circunstâncias:
1)  Na morte de Nabal - Com a morte do esposo, Abigail recebeu a vitória no seu lar, ficando livre do jugo desigual que a prendia ao marido (Rm 7.2; 1 Co 7.39).
2)  No convite para ser esposa de Davi - Com a morte de Nabal, Davi propôs casar-se com Abigail (1 Sm 25.39-42). Certamente, ele viu nela não somente a beleza física, mas também a espiritual (1 Pe 3.3-6), seu dinamismo, sua coragem, humildade e submissão. “A mulher prudente vem do Senhor” (Pv 19.14). Ela, que havia se humilhado, é agora exaltada.
3) No nascimento de seus filhos - Como esposa de Davi, ela teve 2: Quileabe e Daniel. Embora alguns estudiosos afirmem que o Quileabe de 2 Samuel 3.3 seja o mesmo Daniel de 1 Crônicas 3.1, uma coisa é certa: pelo menos um filho ela deu ao rei.
Pelos diversos aspectos que envolvem o relato bíblico desta lição, podemos ver em Abigail uma figura da Igreja de Cristo, pois:
a)  Ela vivia ligada a um homem mau e violento - Sem Jesus, nós estávamos dominados ligados ao pecado (Sl 14.2; Rm 3.23), o qual nos escravizada (Jo 8.34).
b)  Ela teve um encontro com Davi - Nós tivemos um encontro com Jesus (Mt 11.28), que nos salvou (Jo 3.16) e nos purificou de todos os nossos pecados (1 Jo 1.7).
c) Após o encontro de Abigail com Davi, Nabal morreu - Como resultado do nosso encontro com Jesus, morreu o domínio do pecado em nossa vida (Rm 6.6-14), e passamos a ter paz (Jo 14.27) e convicção do perdão dos nossos pecados (Ap 1.5).
d)  Ela foi convidada para ser esposa do rei - Pela salvação, a Igreja tornou-se a Noiva do Cordeiro (Ap 22.17; 2 Co 11.3), e está esperando a qualquer momento sair ao seu encontro, para a realização do casamento (Mt 25.1-13).
Tenhamos uma vida de prudência em todos os momentos de nossa existência, a fim de usufruirmos extraordinárias bênçãos vindas da parte de Deus. Não somente nas coisas relacionadas com o presente, mas também nas que dizem respeito à eternidade, ao lado de Jesus.

Trechos extraídos da Lição 11 da revista “Aprendendo com os erros e acertos dos servos de Deus” - 2º Trimestre de 1996

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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ELI, O SACERDOTE CONIVENTE

Por Unknown | 0 comentários
25 de agosto de 2015

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Pv 27:5).

A disciplina aplicada no tempo e modo corretos produz resultados extraordinários e evita grandes males.

Eli era o sumo sacerdote em Siló, uma cidade cerca de quarenta quilômetros ao norte de Betel. Foi também um dos juízes de Israel durante quarenta anos (1 Sm 4.18). A situação do povo nos seus dias era crítica e se resumia e ritualismo, carnalidade e formalismo. Eli teria sido o primeiro sumo sacerdote dos descendentes de Itamar (Lv 10.1,2,12; 1 Rs 2.27; 1 Cr 24.2). Inicialmente, tudo indica que deve ter feito um bom trabalho. Porém, o final de sua administração foi comprometedor. Após a morte de Sansão, Eli atuou como juiz civil e religioso em Israel. Ele foi o décimo quarto juiz do povo. Sua permanência durante quarenta anos na função indica que pôde exercê-la com sabedoria e autoridade, grande parte desse tempo.
Com o passar dos anos, Eli perdeu o vigor espiritual e a autoridade, e tornou-se conivente com o pecado. Podemos ver isto por:
1)  Seu declínio espiritual, caracterizado pelos seguintes fatos:
a)  Juízo precipitado de Ana - Julgou que ela estivesse embriagada, quando ela derramava sua alma perante o Senhor (1 Sm 1.14-17).
b)  Deus não falava mais com ele - Não ouvia mais a voz do Senhor. Quando Deus falou com Samuel, ele ficou curioso para saber o que havia sido dito (1 Sm 3.16,17).
c)  Visão enfraquecida (1 Sm 3.2) - Não há dúvidas de que isto se refere à sua idade tão avançada. Mas podemos ir aí uma figura da perda de visão espiritual, que é pior que a física (2 Pe 2.9), pois não se percebe mais a voz de Deus (Ap 3.17,18).
d)  Velhice acentuada (1 Sm 4.15) - Sua idade pesava-lhe muito. Existem crentes velhos e velhos crentes. Crentes velhos são aqueles que, independentemente da idade, estão cansados, sem ânimo para nada, e podem trazer problemas para os outros (1 Rs 13.11-21). Velhos crentes são aqueles que sempre produzem (Sl 92.13-15).
e) Peso exagerado (v. 18) - Tinha perdido a agilidade. Em seu ministério sacerdotal, também não possuía mais a disposição para exercer sua função.
f)   Acomodado - “Deitado”, “sentado” (1 Sm 1.9, 3.2, 4.13,18), são palavras que descrevem a acomodação no plano físico. No espiritual, não podemos estar “sentados” (Sl 1.1; Lc 22.55) ou “deitados” (Ef 5.14; Pv 24.30-34), e sim “em pé pela fé” (Rm 11.20), para esperarmos Jesus (Lc 21.36).
2)  Seus filhos, em:
a)   Suas funções - Exerciam o sacerdócio junto a seu pai em Siló, mas não temiam o Todo-poderoso e nem respeitavam os homens.
b) Seus relacionamentos com Deus - Não conheciam o Senhor, isto é, não tinham comunhão com Deus (1 Sm 2.12).
c)    Seus pecados e crimes:
· Profanavam os sacrifícios (vv. 13-16), levando o povo a desprezar as ofertas do Senhor. Esse era um ato de sacrilégio e desprezo às coisas espirituais (Ml 1.7,8).
· Contaminavam-se com as prostitutas (v. 22) que ficavam à porta da tenda.
Por todos esses pecados, Deus resolveu matá-los (v. 25). O ministério não é profissão ou emprego (v. 36). Também não é para aquele que quer ser, e sim para aquele a quem Deus chama (Hb 5.4).
3)  Sua conivência - O principal pecado de Eli foi a conivência, pois ele sabia de tudo o que seus filhos faziam, através do comentário do povo (v. 22), do homem que Deus enviou para adverti-lo (vv. 27-29) e das palavras que o Senhor falou a Samuel (1 Sm 3.11-14). Ele sabia da vida de profanação e pecado que viviam, porém, não se repreendeu no tempo oportuno, com a severidade que o caso requeria (v. 13).
Deus dirigiu-se a Eli, advertindo-o sobre:
1)  Seu privilégio lembrado (1 Sm 2.27,28) - O julgamento começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17), e, principalmente, por aqueles que estão à frente da obra (Ap 2.12). Eli nada fez para merecer tal posição. Foi um privilégio concedido por Deus, que ele não soube honrar.
2)  Seu privilégio abusado (v. 29) - Ele era da casa mais privilegiada de Israel. Porém, sua família tirava proveito da posição para obter lucros próprios, abusando da bondade de Deus.
3)  Sua nefasta influência (v. 22,29) - Sua casa foi julgada pelo péssimo comportamento de seus filhos e sua conivência. Lares e igrejas poderão ser afetados pela influência de uma só pessoa (Hb 12.15; 2 Pe 3.17).
4)  Sua disciplina retardada (v. 29) - A disciplina traz grandes benefícios, quando aplicada no tempo e de modo corretos (Ec 8.6); porém, quando é retardada, causa grandes prejuízos.
Deus prometeu levantar outro sacerdote, que fosse fiel (v. 35). A sentença de Deus foi severa: não haveria mais velho em sua casa, ou seja, todos morreriam na idade varonil; os que sobrevivessem, seriam para entristecer a própria alma; e os seus filhos, Hofni e Finéias, morreriam no mesmo dia (vv. 31-36). Tudo isso se cumpriu na íntegra.
Agradeçamos a Deus pelos talentos recebidos, para executarmos a sua obra. Nunca descuidemos de nossa vida espiritual, a fim de não cairmos do formalismo, servindo a Deus mecanicamente, devido à perda do visor espiritual; o que poderá nos levar a ter uma vida de conivência com as coisas que não agradam ao Senhor (Rm 12.1-3).

Trechos extraídos da Lição 10 da revista “Aprendendo com os erros e acertos dos servos de Deus” - 2º Trimestre de 1996

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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