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Assembleia de Deus em Cidade Continental - Ministério do Ipiranga.

A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA

Por Unknown | 0 comentários
5 de agosto de 2015


“E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7.14).

Após o Arrebatamento da Igreja, estaremos para sempre com Cristo tanto no Milênio como na eternidade.

Quando Jesus vier em glória, ele:
1) Encerrará a Grande Tribulação - No auge do furor da batalha do Armagedom, Jesus aparecerá nas nuvens, seguido de uma grande multidão, toda vestida de branco (Ap 19.1-4). Quando o Anticristo e os reis da Terra avistarem aqueles exércitos celestiais, intentarão fazer-lhes guerra (v. 19). Mas seus ataques materiais serão inúteis contra aqueles seres de corpos espirituais. Jesus mandará um anjo prender a Besta e o Falso Profeta, e ambos serão lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre (v. 20). Um outro ser celestial prenderá Satanás, e o lançará no abismo por mil anos (cap. 20.1,2). A batalha do Armagedom será encerrada e a Grande Tribulação concluída.
2) Salvar a seu povo Israel - Quando Israel contemplar Jesus vindo em glória, reconhecerá nele o tão aguardado Messias. Haverá um grande pranto em Jerusalém e, naquela atitude de arrependimento, todos os judeus serão salvos (Rm 11.25,26). O Senhor fará com eles uma nova aliança (Hb 8.8-10; 10.16,17).
3) Ressuscitará os mártires da Grande Tribulação – Muitos, durante a Grande Tribulação, negar-se-ão terminantemente a adorar a Besta e a receber o seu final. Estes serão mortos (Ap 13.15). Eles, então, ressuscitarão em um corpo glorioso (cap 20.4), e se unirão à Igreja que acompanhou Jesus na sua vinda em glória, e reinarão com Cristo durante o Milênio (v. 4).
4) Julgará as nações (Mt 25.31; Jl 3.2)- Antes de iniciar seu governo milenar, Jesus julgará as nações. Este julgamento não deve ser confundido com o Juízo Final, que acontecerá no término do Milênio (Ap 20.11-15). A Bíblia fala pouco acerca deste julgamento. As nações comparecerão perante Jesus, talvez através de seus representantes legais. Estará em juízo o modo como os povos trataram Israel. Neste tribunal, será revelado o que foi feito a favor e contra os judeus.
O reino milenar de Jesus - A Bíblia fala que o Milênio será um reino material com duração de mil anos, tendo Jesus como Rei. Há os que procuram espiritualizar, e sugerem que será um tempo de maior penetração e influência do Evangelho, etc. Mas será um governo real, concreto, visível (vv. 4,6). Existem, na Bíblia, várias profecias acerca do Milênio que só têm sentido se, de fato, houver um reino universal, no qual Jesus e sua Igreja reinarão em um sentido real, político, administrativo. Estas profecias falam de Jesus como Rei da Terra (Dn 7.12-14; Os 3.4,5; Lc 1.32,33), de um tempo de glória e grandeza para Israel (Is 14.1,2, 60.1, 64.8,13), de Jerusalém como capital do mundo (Is 2.3,5, 66.20; Mq 4.8) e do reinado da Igreja, juntamente com Jesus (1 Co 4.2,4; 2 Tm 2.12). As circunstâncias serão favoráveis ao estabelecimento do Milênio. A conversão de todo Israel fará com que esta nação se una totalmente a Jesus e aceite sua liderança. Todas as nações ainda terão as lembranças dolorosas do pavoroso reinado satânico, e assistirão a grandiosa vitória de Cristo sobre o Anticristo e seu reino. E o Diabo, o maior inimigo da paz mundial, estará preso. Durante o Milênio, Jesus Cristo governará por intermédio de pessoas nomeadas por ele, as quais receberão diretamente dele as instruções. Jesus exercerá a direção política do mundo, a partir da Nova Jerusalém, que será a capital da Terra. Os dirigentes das nações, nomeados por Cristo, irão à Cidade Santa para aprender a vontade de Deus (Zc 8.21-23, 14.16-20). A justiça será a base do seu trono (Sl 72.1,2; Is 11.35). A Igreja reinará com Jesus (1 Co 6.2,4; Ap 5.10). Os apóstolos terão um lugar de destaque (Lc 22.30). No período milenar, os homens gozarão bênçãos riquíssimas na vida física e material (Is 65.20, 35.5,6; Ml 4.2), haverá um tempo de reconstrução, após as destruições da Grande Tribulação (Is 58.12, 61.4; Jr 38.12), e a própria natureza florescerá (Is 35.1,2, 51.3; Ez 36.35).
No fim do Milênio, Satanás será solto da prisão, pois os muitos milhões que nasceram e viveram durante o Milênio não foram provados, então serão testados por Deus. Satanás conseguirá reunir uma grande multidão para subir e combater contra a Nova Jerusalém, mas Deus não dará chance alguma: descerá fogo do céu e devorará a todos (Ap 20.9). O Diabo será novamente preso e lançado no lago de fogo, onde o aguardam a Besta e o Falso Profeta (v. 10).
O Julgamento Final será diante do grande trono branco. Deus, Pai, é o Juiz de toda a Terra (Gn 18.25). Mas Ele entregou ao Filho todo o juízo (Jo 5.22,27; At 10.42). Assim, Cristo será o Juiz, e, ao lado dele, também sua Igreja glorificada (1 Co 6.2,3). Ao julgamento, comparecerão todos os ímpios que morreram, desde o princípio da criação até o fim do Milênio, ressuscitados em corpos imperecíveis, mas carregados de pecado; todos os alvos que morreram durante o Milênio, ressuscitados em corpo glorificado; todos os que estiverem vivos no fim do Milênio, tanto ímpios como juntos; os anjos caídos (2 Pe 2.4; Jd 6). O mar e o Hades darão os mortos que neles existirão (Ap 20.13). A lei segundo a qual todos serão julgados é a Palavra de Deus, e o julgamento será individual. Pelo menos dois livros serão consultados: o das Obras (registro de tudo que se tenha praticado contra a Palavra) e o da Vida (registro dos que aceitaram a Jesus como Salvador) (v. 12). Não haverá necessidade de advogado de defesa, porque o juiz é infalível. Aqueles cujos nomes foram encontrados no Livro da Vida serão convidados a entrar no céu; aqueles cujos nomes não foram encontrados no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo (v. 15).
Então, o tempo deixará de existir. Toda humanidade estará na eternidade. Que todos possamos ter o privilégio de estar entre aqueles que cantarão para sempre o louvor Àquele que nos comprou com seu próprio sangue! Amém.


Trechos extraídos da Lição 12 da revista “Daniel, estadista e profeta” - 3º Trimestre de 1995

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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A GRANDE TRIBULAÇÃO

Por Unknown | 0 comentários
4 de agosto de 2015

“E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” (Daniel 12:1).

A Grande Tribulação é um fato real, do qual ninguém pode escapar se não estiver dentro da Arca, a Igreja, que será arrebatada por Cristo.

A Grande Tribulação será um período de surgimento em grandes proporções. Os diferentes nomes que a Bíblia usa para descrever este período mostram que serão tempos muitos difíceis. A Grande Tribulação é chamada de:
· “Tempo de angústia para Jacó” (Jr 30.7) - O profeta Sofonias diz: “Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas” (Sofonias 1:15).
· “Ira futura” (1 Ts 1.10) - A ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens se manifestará desde os céus (Rm 1.8).  Quando a medida dos pecados deste mundo estiver cheia, ele viverá o “grande dia da ira do Cordeiro” (Ap 6.16,17). O Senhor mesmo pisará o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-poderoso.
· “Dia da vingança” (Is 63.1-4) - Neste dia, o mundo será entregue ao “senhor” que ele escolheu, uma vez que os povos rejeitaram a Cristo e à sua Palavra. Na Grande Tribulação, a força de Satanás triunfará sobre o mundo e resultará na maior catástrofe de todos os tempos.
O período da Grande Tribulação iniciar-se-á logo depois do Arrebatamento da Igreja. A Bíblia diz que “o mistério da injustiça opera, somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado” (2 Ts 2.7). O que se opõe ao aparecimento do Anticristo é a Igreja do Senhor, morada de Deus em Espírito (Ef 2.22; 1 Jo 3.24, 4.13,16). Quando este “impedimento” for tirado, então será revelado o iníquo. Portanto, a Igreja do Senhor não estará no mundo durante a Grande Tribulação. Em vez disso, ela estará nas Bodas do Cordeiro, e acompanhará Jesus quando ele vier em glória para dar um fim à Grande Tribulação (Ap 19.11-14).
A Grande Tribulação será uma ditadura universal e cruel do Anticristo. Este será um homem comum, nascido de mulher. Mas será revestido de poder satânico e terá uma capacitação demoníaca extraordinária (Ap 13.2,4), de modo que exercerá poderosa influência sobre toda a humanidade. Ele é chamado na Bíblia de “Besta” (Ap 13.1), “Homem do pecado” e “filho da perdição” (2 Ts 2.3), assolador (Dn 9.27). O Anticristo terá um auxiliar: o Falso Profeta; e este também será revestido do mesmo poder demoníaco (Ap 13.12). Ele levará as pessoas a adorarem o Anticristo e, posteriormente, esta adoração se tornará obrigatória. O sinal da Besta, na mão ou na testa, será a evidência da aceitação desta adoração, e, sem este sinal, não será possível comprar nem vender qualquer coisa (Ap 13.16,17, 14.9). Israel fará um concerto com o Anticristo por sete anos (Dn 9.27). Mas, depois de 3 anos e meio, o Anticristo romperá o concerto. Ele profanará o Templo, ao assentar-se nele para ser adorado como Deus (2 Ts 2.4). Israel não aceitará a imposição de adorar a outro, senão Jeová. Ele, então, perseguirá duramente os judeus.
Os castigos de Deus, derramados durante a Grande Tribulação, serão:
1) A abertura dos sete selos (Ap 6.1-17, 8.1-5) - Aberto o primeiro selo, apareceu um cavalo branco, e aquele que se assentava sobre ele tinha um arco e uma coroa, e saiu vitorioso para vencer. Aqui se trata do Anticristo com a sua falsa paz. Surgiram, sucessivamente, ao abrirem os selos seguintes: um cavalo vermelho, acompanhado de grande matança; um cavalo preto, acompanhado de fome e privação; um cavalo amarelo, acompanhado da morte e com poder para matar a quarta parte dos habitantes da Terra. Ao ser aberto o quinto selo, João viu as almas dos que foram mortos por se recusarem a adorar o Anticristo. A abertura do sexto selo trouxe um grande terremoto e muitos sinais no céu, de modo que reis, servos e poderosos se esconderam e pediram aos montes para que os ocultassem da ira do Cordeiro.
2) O soar das sete trombetas (Ap 8.6-13, 9.1-21, 11.15-19) - Quando o primeiro anjo tocou a sua trombeta, veio saraiva e fogo misturado com sangue que, lançados sobre a Terra, queimaram a terça parte das árvores da erva verde. Ao ser tocada a segunda trombeta, foi lançado ao mar algo semelhante a um grande monte ardendo em fogo, e morreu a terça parte das criaturas que tinham vida nos oceanos, e perdeu-se a terça parte das naus. Tocada a terceira trombeta, caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e muitos homens morreram, porque as águas se tornaram amargas. Ao soar a quarta trombeta, houve alterações no Sol, na Lua e nas estrelas. Ao serem tocadas a quinta e a sexta trombetas, abriu-se o poço do abismo, e uma manifestação de demônios, sobre a forma de gafanhotos, passou a atormentar os homens. Ao tocar da sétima trombeta, João viu uma poderosa manifestação celestial de adoração e louvor ao Senhor Deus Todo-poderoso (Ap 11.15-19).
3) O derramamento das sete taças da ira de Deus (Ap 16.1-21) - Ao ser derramada a primeira taça, aqueles que adoravam a Besta foram acometidos de uma chaga maligna. A segunda taça foi derramada no mar, e matou toda alma vivente que havia nos oceanos. A terceira taça foi derramada nos rios e nas fontes de água, e se tornaram em sangue. A quarta taça foi derramada sobre o Sol, que passou abrasar os homens. A quinta taça foi derramada sobre o trono da Besta, e causou dores tremendas. A sexta taça foi derramada sobre o rio Eufrates, que secou, e apareceram três espíritos imundos semelhantes ar rãs, capazes de fazer prodígios, a fim de congregar os reis de todo mundo para a batalha final, em Armagedom (v. 16). A sétima taça foi lançada no ar, e seguiu-se o mais intenso terremoto que jamais houve na face da Terra.
Israel será o alvo principal da hostilidade do Anticristo, por ter-lhe feito oposição. Por isso, muitos se ajuntarão contra os judeus em Armagedom. Mas de Deus virá o grande livramento!


Trechos extraídos da Lição 11 da revista “Daniel, estadista e profeta” - 3º Trimestre de 1995

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO

Por Unknown | 0 comentários
3 de agosto de 2015

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4.16).

Os mortos ressuscitarão primeiro, e nós, os que estivermos vivos, seremos transformados em um abrir e fechar de olhos, no momento da vinda de Jesus.

A primeira vinda de Jesus - Jesus veio a primeira vez, em cumprimento da promessa dada por Deus no dia da queda do homem no Jardim do Éden (Gn 3.15). Cristo veio e venceu! Ele findou a sua luta no Calvário, com o brado: “Está consumado!” (Jo 19.30). O Pai confirmou que a sua morte tinha valor expiatório (At 10.40-43), ao ressuscitá-lo dos mortos. Cristo veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem (Hb 5.9). Quando Jesus, cumprida a sua missão, despediu-se dos seus discípulos, falou-lhes a respeito de sua segunda vinda (Jo 14.1-3). Na sua ascensão, ao ser levado às alturas, apareceram dois anjos, os quais disseram aos discípulos que continuavam a olhar para o alto: “Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11).
A segunda vinda de Jesus - A Bíblia afirma, de modo muito claro, que Jesus aparecerá segunda vez (Hb 9.28). Ele virá no seu corpo ressuscitado e glorificado (Fp 3.21), acompanhado de seus anjos (1 Ts 4.14-17). A segunda vinda de Jesus acontecerá em duas etapas. Na primeira, Ele virá antes da Grande Tribulação, como um relâmpago (Lc 17.24), num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.52), sem ser percebido pelo mundo. E retornará no término da Grande Tribulação, em grande glória, acompanhado de sua Igreja, a qual foi arrebatada antes dos sete anos de tormento. Desta vez, todo olho o verá (Ap 1.7). Através dos sinais dos tempos podemos compreender tão-somente que o retorno de Jesus está às portas (Mt 24.33). Porém, não é possível prever nem o dia e nem a hora. Cristo mesmo disse, várias vezes: “Não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (v. 42). Deste modo, fica bem claro que não adianta fazer cálculos, pesquisas e prognósticos, nem crer em visões, profecias ou sonhos a respeito deste dia. A Palavra de Deus encerra esta questão ao afirmar, de modo categórico: “Porém, daquele dia e hora ninguém sabe” (v. 46). No momento da vinda de Cristo, pelo menos quatro eventos serão registrados:
a) A primeira ressurreição - É também chamada de “a ressurreição dos justos” (Lc 14.14). Diferente da outra, quando todos os mortos, desde o princípio, ressuscitarão para o julgamento final (Ap 20.11-15). Jesus falou das duas em João 5.28,29. “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão” (Dn 12.2). Esse texto bíblico lembra a origem do homem. O corpo humano foi criado por Deus do pó da terra (Gn 2.7). O sopro divino lhe deu alma e espírito, e foi feito “alma vivente” (v. 7). Estes dois elementos formam o chamado “homem interior” (2 Co 4.16; Ef 3.16). Eles são indissociáveis, tanto na vida como na morte. Quando o salvo morre, a alma e o espírito deixam o corpo e vão para o Paraíso (Lc 23.43), onde, em estado consciente, aguardam a ressurreição. O corpo volta ao pó, de onde foi tomado (Ec 3.20, 12.7), até que seja ressuscitado (Dn 12.2). “Os mortos ouvirão a sua voz” (Jo 5.28-32). O Espírito de Deus executará a ressurreição (Rm 8.11; 1 Co 6.14; e Co 4.14). Ele é Onisciente e, portanto, sabe onde está algo pertencente ao corpo de cada pessoa que morreu salva. O seu toque naquela partícula do pó fará com que, num só momento, dali se levante um corpo glorioso, como o de Jesus (Fp 3.21). A alma e o espírito que, no Paraíso, aguardavam a ressurreição, entram agora no corpo ressuscitado, que é, de imediato, arrebatado.
b) O Arrebatamento dos salvos que estiverem vivos naquele momento – Estes serão, pela operação do Espírito Santo, serão, num abrir e fechar de olhos, transformados, ao receberem um corpo espiritual e imortal (1 Co 15.52,53), e serão, no mesmo instante, arrebatados (1 Ts 4.17). Encontrarão, nas nuvens, a multidão que acaba de ressuscitar, e, juntos, irão ao encontro do Senhor!
c) O Tribunal de Cristo - Todos os que forem arrebatados comparecerão diante do Tribunal de Cristo, onde cada um receberá o seu galardão, segundo a sua obra (Ap 22.12). A recompensa não será dada conforme o título que alguém teve de acordo com o cargo que ocupou aqui na Terra, mas mediante a obra que cada um realizou (Is 3.10; Mt 16.27). A obra de cada um será provada pelo Espírito Santo, o fogo de Deus. Se aquilo que foi realizado tem valor permanente (semelhante ao ouro, à prata e a pedras preciosas, isto é, feito com material não perecível), ou se o que foi elaborado nada vale (semelhante à madeira, ao feno e à palha, isto é, feito com material perecível), será manifestado pela operação do Espírito Santo. As obras feitas com o que é imperecível permanecerão, enquanto que as realizadas com algo de nenhum valor serão consumidos pelo fogo de Deus. Aqueles cujas obras suportarão a prova pelo fogo, receberão o galardão (1 Co 9.24,25; 2 Tm 4.8; 1 Pe 5.4; Ap 2.10). Os que não tiverem direito à recompensa sentirão tristeza, e lembrar-se-ão de como eles, na Terra, tiveram muitas oportunidades de servir a Jesus de modo melhor. Todavia, estão no céu, o que é uma graça indizível.
d) As Bodas do Cordeiro - Nas Bodas do Cordeiro estarão presentes todos os que têm seu nome no Livro da Vida (Hb 12.23). Além dos alvos a partir da obra expiatória de Jesus, incluem-se todos os do Antigo Testamento, pois a morte de Cristo tem poder retroativo de salvar os que temeram a Deus, desde Adão (Jo 19.25). Jesus, então, apresentará ao Pai a sua amada Igreja. Ele disse que faria menção a Deus dos nomes daqueles que o confessassem diante dos homens (Mt 10.32; Lc 12.8,9; 1 Tm 6.12,13; 2 Tm 1.8; 1 Jo 4.15). Não se sabe como serão essas bodas, pois elas pertencem às “coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, preparadas por Deus para aqueles que o amam”.
A noiva de Jesus, agora para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17), participará da ceia das Bodas do Cordeiro (Ap 19.9), e será apresentada como a Esposa de Cristo (Ap 21.9). “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10). Amém!


Trechos extraídos da Lição 10 da revista “Daniel, estadista e profeta” - 3º Trimestre de 1995

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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DANIEL E A PALAVRA PROFÉTICA

Por Unknown | 0 comentários
2 de agosto de 2015

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo” (Dn 9.24).

Sessenta e nove semanas já passaram. Resta o cumprimento da última, para que toda esta profecia tenha a sua cabal realização.

Daniel buscou a face do Senhor com oração, rogos, jejum, saco e cinza, e recebeu de Deus a resposta, por meio do anjo Gabriel. O Todo-poderoso mostrou e Daniel em panorama profético que facilita a compreensão dos acontecimentos sobre o fim dos tempos: A profecia das setenta semanas. Nesta profecia, cada dia da semana significa um ano e, assim, cada semana refere-se a um período de sete anos. As setenta semanas compreendem, portanto, 70 x 7 = 490 anos. Vejamos do que cada parte da revelação fala:
1ª parte (Dn 9.25) - Fala em sete semanas, a partir da ordem para reedificar Jerusalém (Ne 2.4-9), o que aconteceu em 445 a.C. Não se sabe ao certo a que evento está ligado o fim da contagem de primeiros 49 anos (7 períodos de 7 anos). O trabalho de edificação dos muros de Jerusalém foi concluído em 52 dias (Ne 6.15).
2ª parte (v. 25) - Fala de 62 semanas (62 x 7 = 434 anos) que, somadas às sete primeiras semanas acima mencionadas, definiriam um tempo a partir do início da restauração de Jerusalém, até o Messias. É impressionante observar que, desde a ordem de edificar aquela cidade até a entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa, passaram-se exatamente 69 semanas de anos (7 + 62), ou seja, 483 anos (69 x 7).
3ª parte (v. 26) - Fala que, depois da 62 semanas, será tirado Messias. Jesus foi rejeitado pelos judeus, condenado, e morto na cruz. O povo presente à condenação de Cristo clamou: “O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mt 27.25). Por ter desprezado o Messias, o povo de Israel se afastou de Deus, e Deus dele, e, então, a contagem do tempo parou, uma vez que as 70 semanas estavam determinadas para os judeus. Resta, ainda, uma semana, a última. Ninguém sabe a duração deste intervalo, porque ele findará no momento do Arrebatamento da Igreja. Com a vinda de Jesus, o impedimento para manifestação do Anticristo será tirado (2 Ts 2.7,8), e começará a contagem da septuagésima semana, o período da Grande Tribulação.
4ª parte (v. 27) - Fala da 70ª semana, que corresponde à Grande Tribulação. Vejamos um resumo introdutório:
a)       O Anticristo entra em cena. Ele será aclamado de dia mundial, capaz de encaminhar a solução de todos os problemas da humanidade. Bem no início de seu governo, fará um concerto com Israel por sete anos (v. 27a). Logo, estará em ação o falso profeta, assessor imediato do Anticristo, e será decretada a obrigatoriedade de todos adorarem o Anticristo (Ap 13.12), sob pena de morte (v. 15).
b)       Passados três anos e meio, o Anticristo romperá o concerto feito com Israel, ao se assentar no Templo, para ser adorado como Deus (2 Ts 2.4). Também os judeus serão obrigados a adorar o Anticristo. Como se recusarão a fazê-lo, o falso Cristo mostrará sua autoridade e força, e começará o que, na profecia de Jeremias, é chamado de o “tempo de angústia para Jacó” (Jr 30.7).
c) Inesperadamente, sem algum aviso prévio, aparecerá Jesus em grande glória, acompanhado dos exércitos celestiais (Ap 19.11-14). Cumprir-se-ão as palavras da Bíblia: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá” (Ap 1.7). Jesus virá acompanhado de sua Igreja, com todos os salvos vestidos de branco. A noiva, após participar das bodas do Cordeiro (Ap 19.9), aparecerá, agora, como esposa de Cristo (Ap 21.9). Ela estará junto de seu querido Jesus, quando ele aparecer em glória (Mt 16.27; 2 Ts 1.7-10; Tt 2.13).
d) No momento em que Jesus aparecer em glória, Israel estará no auge de seu sofrimento. Jerusalém encontrar-se-á sob o domínio de muitos exércitos, desejosos de sua destruição. Mas a vinda de Cristo em glória reverterá a situação. Acontecerá algo novo! O Espírito de graça e de suplica será derramado sobre os judeus (Zc 12.10). “Até mesmo os que o transpassaram se lamentarão” (Ap 1.7). Esta operação do Espírito Santo fará com que Israel tome consciência de que aquele Jesus está vindo em glória é o Messias, o qual seus pais crucificaram! Então, lamentar-se-ão. Diz Romanos 11.25,26 que o endurecimento veio em parte sobre Israel até que a plenitude dos gentios se completasse. E, assim, todo Israel será salvo. A “plenitude dos gentios” concluiu-se no Arrebatamento da Igreja, e agora cumpre-se a segunda parte desta profecia: “Todo Israel será salvo”.
e) No momento da vinda de Jesus em glória, cumprir-se-á a segunda parte da conhecida profecia acerca do “vale dos ossos secos”, registrada em Ezequiel 37. A primeira parte desta profecia cumpriu-se na restauração nacional de Israel. Os ossos se uniram, e Deus, sobre eles, pôs nervos, carne, pele (vv. 5-8). O mundo viu, com espanto, um povo espalhado pelo planeta tornar-se uma nação temida e respeitada. Mas a Bíblia diz que, no primeiro momento, não havia neles espírito (v. 8), isto é, Israel ainda não havia se reconciliado com o Senhor. A restauração era apenas da vida nacional. A segunda parte desta profecia cumprir-se-á agora, na vinda de Jesus em glória, pois o Espírito de Deus entrará neles, e viverão, e se colocarão em pé, um exército extremamente grande (v. 10).
f) Findam-se, aqui, as setenta semanas de Daniel. Israel conciliar-se-á com Deus. Ter-se-á cumprido o tempo determinado por Deus para a extinção de transgressão, o fim do pecado, a expiação da iniquidade, para que venha a justiça eterna.
Com o fim das 70 semanas, a visão e a profecia estarão seladas (Dn 9.24). Jesus, então, instalará o Milênio. Israel, agora salvo, estará ao lado de seu Messias, como a nação líder, tanto política como espiritualmente.

Trechos extraídos da Lição 9 da revista “Daniel, estadista e profeta” - 3º Trimestre de 1995

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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QUEDA DA BABILÔNIA, A CABEÇA DE OURO

Por Unknown | 0 comentários
1 de agosto de 2015

“Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação” (Dn 5.17).

No tempo certo, Deus se manifesta, para fazer justiça aos justos e castigar os ímpios.

Babilônia, a cabeça de ouro, foi derrotada, para dar lugar ao reino de prata, o medo-persa, no ano 539 a.C. Vejamos, então, os acontecimentos relatados no capítulo 5 do livro de Daniel.
Nabucodonosor havia morrido no ano 562 a.C. Segundo fontes históricas, o rei que o sucedeu foi Nabonido, o qual deixou seu filho Belsazar como co-regente na capital (Babilônia), enquanto ele próprio cuidava dos interesses do reino em outra parte de seus vastos domínios. Ciro, o mandatário persa, estava em franca campanha de guerra, com o objetivo de ampliar os limites de seu território. Seu exército cercava grande cidade dos caldeus (Babilônia), considerada inexpugnável.
Indiferente a tudo isso, o rei Belsazar deu um banquete para mil de seus grandes (v. 1), uma grande festa, regada com muito vinho e várias mulheres. Já embriagado, Belsazar ordenou que fossem trazidos os vasos sagrados que Nabucodonosor trouxera do templo em Jerusalém (v. 2) e colocara na casa do tesouro de seu deus (Dn 1.2). A festa era ruidosa. Embriagados, todos louvavam os ídolos de ouro, prata, cobre, ferro, madeira e pedra (v. 4). Num momento, fez-se silêncio. Os que dançavam, pararam. Os louvores interromperam-se de modo súbito. Viam-se dedos, como de mão humana, os quais escreviam na parede (v. 5)! Todos ficaram sobressaltados. De imediato, o rei, muito angustiado, convocou os sábios do seu reino, para que interpretassem a escritura na parede (v. 6). Mas eles não conseguiram (v. 8). Isto deprimiu o soberano ainda mais (v. 9). Então, a rainha entrou na sala do banquete, lembrou a todos os feitos de Daniel no reinado de Nabucodonosor, e sugeriu que o profeta fosse convocado para ler aquele texto (vv. 10-12).
Fica claro, no texto bíblico, que Daniel não estava na festa, embora fosse um dos grandes do reino. Ele foi introduzido na sala do banquete (v. 13). É interessante notar que Daniel, ao dirigir-se a um rei ímpio, repreendeu-o, por não ter ele dado glória a Deus (Dn 5.23). Condenou-o tão-somente pela sua soberba (v. 22), que teve a expressão máxima na sua atitude desafiadora, os fez pouco caso daqueles vasos sagrados, porque desprezava o Deus dos judeus, a quem pertenciam aqueles objetos, para seu uso exclusivo. Por isso, disse Daniel: “Te levantaste contra o Senhor” (v. 23).
A escritura na parede era: “Mene, Mene, Tequel, Ufarsim”; e o significado de cada palavra é:
· “Mene, Mene” = “Contou Deus o teu reino, e o acabou” (v. 26) - Era o comprimento do que fora predito pelo profeta Jeremias: “Porque o destruidor vem sobre ela, sobre babilônia, e os seus poderosos serão presos, já estão quebrados os seus arcos; porque o Senhor, Deus das recompensas, certamente lhe retribuirá. E embriagarei os seus príncipes, e os seus sábios e os seus capitães, e os seus magistrados, e os seus poderosos; e dormirão um sono eterno, e não acordarão, diz o Rei, cujo nome é o Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Os largos muros de babilônia serão totalmente derrubados, e as suas altas portas serão abrasadas pelo fogo; e trabalharão os povos em vão, e as nações no fogo, e eles se cansarão.” (Jr. 51.56-58). Uma descrição detalhada de um historiador: “Naquela noite, Ciro desviou o Eufrates para um novo canal e, guiado por dois desertores, marchou pelo leito seco cidade adentro, enquanto os babilônios farreavam numa festa e seus deuses”. Falharam os que deviam velar pela segurança da Babilônia. A Bíblia, muitas vezes, exorta-nos à vigilância, especialmente ante a vinda do Senhor Jesus, que virá à hora em que não pensamos (Mt 24.44). Ele aconselha: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia” (Lc 21.34).
· “Tequel” = “Foste pesado na balança, e foste achado em falta” (v. 27) - Qual foi a grande falta de Belsazar? Ele sabia qual o caminho certo, e que Deus era o único verdadeiro (v. 22), e escolheu, deliberadamente, zombar do Criador. O homem em Pecado está em falta diante de Deus, porque não alcança exigências da lei divina. É uma situação comum aos seres humanos, porque “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). No Céu não entra pecado (1 Co 6.9; Ef 5.5; Ap 21.27, 22.14). Mas o Senhor preparou a solução, por intermédio de Jesus Cristo: “A graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11). Jesus é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.9).

· “Ufarsim” = “Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas” (v. 28) - Esta previsão cumpriu-se naquela mesma noite meu: “Belsazar, rei dos caldeus, foi morto” (v. 30). Dario, o medo, ocupou o reino (v. 31).
A palavra profética teve fiel cumprimento! Por isso, devemos confiar plenamente nas promessas de Deus, as quais são verdadeiras. Na sombra do onipotente devemos repousar, pois, no tempo certo, Ele nos dará a vitória!

Trechos extraídos da Lição 8 da revista “Daniel, estadista e profeta” - 3º Trimestre de 1995

(Jovens e Adultos, Lições Bíblicas - CPAD)
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